
Por instantes me lembro da falta que me fazes, suas risadas intensas e verdadeiras ao meu lado, era tão voraz que se esvaiu em tão pouco tempo, com tudo logo lembro do meu amor, o amor-próprio e isso me serve de alento. Um peito apaixonado que lateja de desejo ardente por ti, se satisfaz de lembranças despedaçadas pelo caminho.
Se fico na saudade, sou engolida por ela e vou embora, esqueço tudo e vivo um sonho de que ainda estamos juntos. Atrás dos montes que são tantos, ainda encolhida fico eu, por dor e vontade de te ver, tento ser firme nessa decisão e fria nas minhas palavras contigo, somente você que não enxerga a verdade do meu músculo estriado cardíaco que vive por ti.
Não é por não ter forças, pelo contrário, apresento-me mais forte do que pensava só que o amor não tem saída, ainda não chegamos ao limite na nossa paixão e isso me alegra por ver que ainda tem muito por percorrer, porém entristece por notar que estás fechado dentro dessa tua casca dura e me impede de entrar ao me jogar de volta ao meu balde de frieza e intempestividade.
Está ainda que nós insistimos em não nos abdicar, fizemos um pacto e isso não deixarei se esvair como toda nossa relação, só pus uns pontos e vírgulas nele e através disso tentamos levar algo saudável. Pode parecer maldoso te coibir em certos assuntos, entretanto não quero precipitar mais lágrimas e deixá-las partir mais ainda meu corpo.
Só nos resta fingir uma amizade desinteressada de amor, talvez seja isso que nos sustenta, nos stalkeando por cada parte e descobrir que nós ainda moramos sim, no mesmo lugar, eu em você e você em mim, porque ouvir que ainda me amas por mais doloroso e sofrido que possa demonstrar ser é atualmente o que mais me dá forças para viver essa sobrevida em que nos encontramos e cada vez nos afundamos mais, como em lama, areia movediça.
Só peço que venhas logo e puxe minha mão, antes que eu suma em mim e te perca de vista até mesmo dos mais leves detalhes, amor não passa, ele apenas se abriga em uma fenda bem densa chamada solidão.
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