domingo, 5 de fevereiro de 2012

Carta A Mim Mesma.

"O tempo passa, as coisas mudam, e a saudade não acaba"
“Olá, garota. Lembra de quando ainda eras uma garotinha? Aquela menininha doce, com o olhar meigo e sincero, que acreditava em sonhos e nos contos de fadas. Que brincava de boneca, que se sujava na rua, e a sua maior preocupação era quando caia e ralava o joelho. Você sempre quis crescer, saber como era ser madura, como era amar e se apaixonar, sempre pensava no quão maravilhoso seria ser uma pessoa grande. Menina boba, mal sabia amarrar um cadarço, mas a vontade de crescer era maior que você mesma, era um sonhos talvez, um desejo de saber como seria todo esse mundo que era descoberto a partir do seu primeiro amor, ou primeira paixonite. Continuou crescendo e crescendo, mas sempre com o mesmo pensamento em mente. Acharia que seria fácil, mesmo quando observava garotas mais velhas chorando por causa de um amor acabado, ou de um relacionamento fracassado, nada tirava da sua mente, como seria tal sensação. Você pensava que consigo seria diferente, quão tola não é? […] Você cresceu, e descobriu que talvez não existisse algo de tão maravilhoso em amar. Você finalmente descobriu como és tal sentimento, como é se magoar. Tens que ser forte, continuar sua jornada, cada dor, com o tempo pode aumentar ou desaparecer […]E que o tempo leve apenas o necessário e me traga apenas o suficiente. Toda garota sonha com um romance que dure por toda vida, mas nem sempre dá certo. Amar é muito mais do que meros carinhos e abraços, é preciso se entregar de corpo e alma, viver cada instante como se fosse o ultimo, fazer valer a pena. Flores, palavras bonitas, declarações, tudo isso faz qualquer garota se apaixonar, porém o que elas precisam realmente é de um menino que as dê proteção, que as conforte, e que esteja do lado dela mesmo depois que todos tiverem partido. Faça dela seu diamante, sua pedra preciosa, jamais as magoem, dói, dói demais um coração partido e se amanhã aquela doce menina se revoltar e deixar de ser doce, lembre-se: você é o culpado. “