quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como Não Se Render - Parte I


'Não, eu não deveria ter falado isso para ele.'

Foi isso que ela pensou após a sua última discussão com ele.
Tomaz era um rapaz muito complicado, tinha uma vida escondida a qual só Isabella sabia. Não, era tudo dentro do permitido, apenas por um detalhe, ela o amava e ele não podia amá-la por não compartilharem da mesma ideia e convicções, eles tinham vidas diferentes, mundos diferentes e aquilo a feria sem que ele notasse.

- Sofri muito por não saber de quem eu gostava e não poder dividir isso com ninguém, por você nem saber da minha existência.

Ela se lembrava da frase que havia dito e ele tinha se entristecido, não era aquilo que ele queria.

- Uma das vezes que eu chorei por tua causa foi quando você esqueceu meu nome, aquilo foi tão profundo pra mim que eu não sabia o que fazer e tinha entendido que não gostava mesmo do Ruan como antes, alguém já havia se apropriado de mim sem ao menos saber.

Ninguém além dele sabia o que ela nutria e ele nem ao menos tinha um argumento que pudera consolá-la. Ele não podia fazer muito por ela, afinal ele não tinha como ter nada além de amizade apenas por serem de mundos diferentes, isso sim era confuso para ele, principalmente por não entender o desatino dela em ter interesse nele.

Nem ela entendia porque tivera logo que se apaixonar por alguém como ele, alguém proibido...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Entrega.

Entrega, é disso que eu preciso, entrega total e indiscriminada.
Não me convém mais te ter por perto pela metade, já não me faz bem e não me basta, eu preciso de você único e exclusivamente pra mim.
Nada de egoísmo, é uma necessidade e uma escolha minha, o que tiver que ser meu será e por completo, partes não me servem mais eu preciso do todo.
É questão de amor próprio mesmo, não ficarei mais me contentando com pouco, com metades, com misérias, afinal amor não é miséria é doação e entrega completa, e é isso que eu quero.
Cumplicidade e companheirismo em todos os momentos, em todas as ocasiões, porque ter você pela metade é a mesma coisa que não ter.
Se é pra estar junto então que seja da melhor forma possível, completo!
Se você contenta-se com pouco, e acha que isso lhe basta eu sinto muito, tá decidido de hoje em diante ou venha completo ou então nem venha, não me doarei nem vou sofrer por ‘pouco’.
Esse pouco pra você pode ser muito e eu até respeito, mas vou dar mais razão e voz pras minhas vontades e ultimamente elas não estão falando, estão gritando e clamando por totalidade.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Carpe Diem

Falar que sentir aquele aperto no coração, o frio na barriga e aquele leve tremor é bom pode parecer um pouco estranho e vocês podem se perguntar se isso é sintoma de alguma doença, mas não, sentir isso é bom porque após um tempo em stand by seu coração volta a bater de forma descontinua por alguém e trás junto tantos outros sintomas de paixão, o que por sinal não tem nada a ver com doença.
Na verdade não sei se posso classificar como paixão, aliás classificar sentimentos é bem estranho, mas sentir algo diferente sair daquele vácuo é ótimo e por mais que não seja intenso como uma paixão ou um amor arrebatador saber que você ainda é capaz de ter tais sentimentos, de se importar com eles me faz muito bem.
Nada de ilusões ou sonhos altos, to seguindo pra onde a vida me levar e da maneira que ela achar melhor, não vou criar expectativas tão pouco me iludir, após um tempo a gente aprende a se segurar e tomar cuidado pra não quebrar a cara mais uma vez.
Bom mesmo é perceber que por mais calejado que seu coração esteja ele não perde a sensibilidade, tão pouco a vontade de continuar batendo, e melhor, de encontrar alguém que faça com que ele bata de forma acelerada, afinal é sempre bom ter um estimulo a mais para trabalhar e com o coração não é diferente.
"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente. Clichê eu sei, mas expressa bem esse meu momento e é a frase que não me sai mais da cabeça, estou aproveitando o momento, todas as coisas e pessoas boas que estão passando por mim, as ruins que servem de aprendizado também estão sendo aproveitadas, mas as boas com certeza saíram na frente e são as mais vividas e aproveitadas por mim, por meu coração e pela minha alma. 
 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sonhos.

Sonho com você e ao acordar sei que meu dia não se Sonho com você e ao acorda sei que o meu dia não será o mesmo, por mais tolo ou irreal que seja, te ter por perto ao menos em um sonho, já faz com que meu humor mude e eu acorde com um excelente bom humor – o que é muito raro por sinal.
Sempre quis entender a lógica dos sonhos, suas interpretações, os reais motivos por que sonhamos com algumas pessoas, mas nunca compreendi muito bem esse lado inconsciente da mente durante o sono.
Depois de um tempo perdi o interesse também, afinal são sonhos, algo mágico mesmo (estou falando de bons sonhos) então porque buscar lógica e explicações para esses momentos? Algumas coisas não precisam, são mágicas por natureza e é isso que torna os sonhos tão legais de serem vividos e principalmente de lembrados.
Muitas vezes não me lembro dos sonhos que tive, mas em boa parte das vezes que lembro gosto bastante dos ocorridos durante minha noite de sono e é ótimo saber que você estava presente lá de alguma forma.
Bom mesmo seria se tudo se tornasse realidade e você estivesse ao meu lado aqui nesse mundo real, de carne e osso, mas enquanto isso não me acontece, me conformo com essa sua presença inconsciente e irreal.
 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pseudo-Namorados.

 

Nós trocamos nossa alma toda vez que nos encontramos. Nos olhamos e nos desejamos da mesma maneira que a primeira vez que sentimos isso. Brigamos e brincamos todos os dias. Conversamos, rimos, fazemos cócegas e apertamos um ao outro demonstrando amizade. Nossas conversas são cheias de brilho e brio sobre o que queremos, sobre nossos segredos, sobre nossos problemas. Rimos das bobagens um do outro, nos analisamos delicadamente. Conhecemos desde cada pedaço do corpo, como cada parte da alma que o outro tem. Acima de tudo que somos e representamos, nós nos amamos e isso vale mais do que qualquer título que eu ou ele possamos ter.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pingente.


Estou, então, estou aqui. Derretida e sem chance de voltar. Voltar, sensação de derrota para quem tanto conquistou até aqui. E o que conquistei em tão pouco tempo? Confiança, companheirismo, risos, felicidade. Complicar mais do que já está? Para que? Arruinar inutilmente mais o que já se foi. Ganhamos? Perdemos!

Não existe frio no mundo que o amor não possa destruir e quando chega nada pode alterar. Vira fato irrevogável. Trazes consigo mais que um símbolo, aquele que leva meu coração, não tem direito a retorno. Acredito profundamente que cuidas com carinho nesse tempo que em que estamos distantes.

Mais do que para você, para mim, este que levas é bem maior que o peso de algumas gramas, arrasta toda uma história, pois ao olhar para consigo lembrar impecavelmente da força dos teus braços enlaçando minha cintura e me segurando com desejo, vai além de um mero desejo físico, transcende os limites do amor e da paixão natural.

Um jogo de pernas, braços e suor, entre pernas e sensações. Mais que um jogo de corpos, era mais que um jogo, em que saímos perdendo e ganhando. Entendo que isso foi necessário para o conhecimento de cada falha que contemos e concebíamos. Apesar de, em favor de, sem nenhum porque, trazemos o amor transformando nossas vidas e nos ligando por completo, deixemos tudo o que não for verdadeiro passar e isso vai ser ou não o que nos salvará.

E como última instância, lembro do teu olhar, que brilha e ofusca o que perto ou longe passa. Horas em minutos, minutos em segundos, os dias perderam a noção de tempo, a noção de dor que causam. Levas contigo mais que um pingente, carregas uma história, por fora, pendurada no peito, por dentro, gravada na mente, selada no coração, sem devoluções.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Carta.


Um tremor, quatro mãos, dois corpos, duas almas, um coração, uma vida.

Éramos como dois em um, todos diziam isso. Porque tinha que terminar assim? Nunca me importei com nada não, nem com a minha vida, que dirá com o que diziam dela.

Mas eu sentia que precisava, precisava dele, precisava de mim como era com ele, eu era outra, alguém maior, alguém melhor, eu realmente era alguém.

Especial de verdade, seja como amiga, seja como confidente, seja como amante, seja como mulher. Já não nos víamos como melhores amigos, fora um sonho tão real e tão avassalador que nem tivemos a chance de interpretar os fatos com o devido teor e valor.

Só não sabia que a falta de você, a sua ausência, a sua perda por uma situação tão fútil, fomos tão perfeitamente ajustados para o outro e com tantas barreiras no nosso futuro que acabamos por nos perder no presente.

No que construimos, na nossa história tão linda, as vezes penso que estavas sendo guardado para mim, no momento certo apareceste e me deste a vida que eu pedi, a alegria que não mereci, a coragem que havia perdido, a força que nunca tive, o amor que não soube cultivar e perdi.

Perdi tudo o que haviam conquistado juntos, uma vida que em que me perdi no caminho, um sentimento que foi murchando em dias, uma vontade que explodiu e esvaziou num piscar de olhos, na mesma força e intensidade que vivemos acabou e eu só posso aceitar, engolir, digamos que com bastante água, para lavar a alma e o corpo, que se sentiu doente ao te tocar, doente de tesão e paixão, doente de desejo, doente de tanto te amar.

Eu sei que te amo e nunca vou te esquecer, nem por um milésimo de segundo eu esqueceria, como algo que vou levar, tatuado na alma e no corpo. Fiz um sol para lembrar de você e sempre que olhar para ele ver que o homem da minha vida está na minha pele.

Com lágrimas e meu perfume no papel, que era seu preferido, lhe digo que o deixei partir apenas para ver sua felicidade, que era longe, bem longe de mim.

De sua querida e única melhor amiga Marianne