terça-feira, 29 de março de 2011

Como Fui Jamais Serei.


Acredite que meu amor está nos gestos mais simples, nas brincadeiras mais bobas, nas tolices mais infimas. (Pequenas)

Meu carinho é quase que gigantesco e precisa ser mostrado, se mudo repentinamente não se preocupe, eu ainda te amo do meu jeito, louco e sem nexo de ser.

Tudo o que sinto eu preciso gritar, mas é caso de pele, toque, alma com alma, não dá pra te amar sem te sentir comigo, ou amo e toco, ou não amo e desapareço.

Na verdade as palavras só servem pra tentar expressar aquilo que não posso fazer quando estou longe, longe do seu colo, do seu cheiro, da sua pele que serve de alento e calma para o que chamo de coração, aquele que você tem propriedade e posse por natureza, por simples estar.

Do sentimento, se é que possamos chamá-lo assim, digamos é algo maior, mais complexo, sem definição. Através disso posso me deixar pintar por entre seus dedos, passear por seu peito e descansar em seus braços, finalmente dormir e em paz sonhar com você, apenas você.

sexta-feira, 25 de março de 2011

I don't wanna be another one - Final.


Daniel estendeu a conversa e levou-a para uma situação sem saída. Ele sabia que Caroline era virgem e tinha seus medos e receios em fazer isso. Ela queria guardar esse momento para o único homem que conseguiria levá-la ao altar e fazê-la se apaixonar definitivamente.

Porém não tinha dúvidas que Daniel era o homem para isso. Ele a induziu sorrateiramente a sua casa, a cama em específico, porém antes, tirou delicadamente sua roupa no chuveiro, beijou deslizando, excitando, produzindo faísca, deixando a fumaça de água quente fazer breu e não deixar nada visível.

Mas não havia ninguém, ou pelo menos era o que eles achavam... Os pais de Daniel tinham viajado e só voltariam no fim de semana, só que por um contratempo eles adiantaram a viagem e chegavam nessa noite. Se Daniel tivesse sido atento teria olhado a secretária e visto o aviso que eles deixaram.

Dado momento que deveria ser tão especial e mágico, foi flagrado por outro casal cansado do trabalho. Caroline se sentiu invadida e suja, eles estavam na cama dos pais do Daniel. Ela quis se enterrar e saiu correndo, pegou seu vestido e tentou se cobrir, não do corpo, mas da vergonha que sentia por estar nua, num momento único e ser descoberta.

E ela disse ao sair da casa dele:

- A gente errou, não podemos mais ficar juntos, nos entregar aos nossos amores, nossos desejos, nossa vida, meu amor.

Pegou o carro e saiu, vagando pela cidade, com a vergonha estampada no rosto e a decepção de ter sido pega, com o coração ferido e o corpo corrompido. Nunca mais teve coragem de olhar nos olhos de Daniel, mas para ele, o que ele havia conseguido era maior, a sua primeira vez.

quinta-feira, 24 de março de 2011

I don't wanna be another one - Parte III.


Após tantas brigas por culpa da Jamilie, eles acabaram se afastando um pouco. Porém nem tudo havia ainda perdido sua magia. Ele então a convidou para um jantar a dois, para talvez, salvar o sentimento que ainda existia. Ela se arrumou como nunca, parecia que ia se casar, ou quase isso.

Ao chegarem no local, tudo estava preparado para os dois, ela estava deslumbrante e ele não estava acreditando na beleza dela e muito menos que ela viria. Enfim, sentaram, jantaram e conversaram por horas, ao ponto de serem os últimos a sair do lugar.

Ela não acreditava que ele havia preparado tudo aquilo apenas para tê-la novamente, existe coisa mais romântica que um jantar a luz de velas? Não para uma mulher apaixonada, todas são problemáticas, carentes e românticas, muito românticas.

O amor havia roubado seu coração e todos os seus sentimentos, ela um dia fora fria e sem qualquer consideração com pessoas que se apaixonavam por ela. Ingrid, lhe avisou que um dia tudo isso ia voltar e ela se apaixonaria tão perfeitamente que não conseguiria mais fugir, dito, feito.

Ao sairem, ele resolveu passar em casa um instante para continuarem a conversa, porém ela se estendeu demais...

quarta-feira, 23 de março de 2011

I don't wanna be another one - Parte II.


Essa conversa foi longa, porém sua melhor amiga, atrapalhou tudo. Não dela, a dele, Jamilie. Sabe aquele tipo de amiga que a gente aguenta sem saber por quê? Pois então, a Jamilie era apaixonada por ele, todos sabiam, menos ele, ou apenas, fingia não ver o que estava na sua frente. Uma trava o impedia, ou protegia, não se sabe.

Ela chegou logo puxando-o pelos braços como fazia, afinal, era costume entre dois, mas naquele momento ele sentiu que não poderia sair dali, por isso, pediu que ela fosse embora. Ah como aquilo a feriu, ela jurou que não ia deixar Caroline se meter no 'território' que já era dela, ou ao menos, em sua mente, que insana era, ao ponto de querer fazer mal a Caroline.

Com tudo, nada conseguiu impedir Caroline de se aproximar mais de Daniel, tanto, que o roubo foi mútuo, trocaram os corações e possuiam um ao outro, como um só.

Mesmo com a persistência de Jamilie em separar o bendito casal, eles ainda tinham momentos a sós.

Ela disse, tentando esconder o ciúme, o medo de importuná-lo, de perdê-lo.

- Eu só quero que você se comporte.

Ele confiante afirma:

- Sim, hoje eu estou focado.

Com um tom de ironia e um sorriso escorrendo pelos lábios ela fala:

- Ah... só Hoje?

Ele ri, e nervoso expõem:

- Não leve as coisas ao pé da letra.

A beijou, e a abraçou de jeito desesperado até. Ela sorriu. Deveria ir embora agora. Ele a segurou por seus braços e disse:

- Preciso muito de você.

Ela se foi, ainda sorrindo. E ele acompanhou todo o seu trajeto ali, parado.

terça-feira, 22 de março de 2011

I don't wanna be another one - Parte I.


Mulher apaixonada é uma das piores coisas que existe, pior que isso, só homem apaixonado por uma mulher apaixonada. E eles estavam assim. Caidinhos, andavam suspirando pelos cantos, as ruas estavam pequenas para todo aquele amor.

Caroline nunca tinha sentido aquilo, ela pensava: "Como era bom se sentir assim". Ela não era tão novinha, mas amor, paixão, desejo de estar sempre com alguém, eram coisas totalmente novas, agora entendia o que sua melhor amiga sentia ao estar com tantos namorados.

Ah ela se sentia nas nuvens, pairava, voava, queria poder gritar isso para o mundo, todos precisavam saber do que se tratava essa novidade. Afinal alguém tão volúvel ter se apaixonado era um milagre.

Ela não conseguia gostar tanto de alguém como gostava do Daniel. Eles se conheceram na faculdade, ele era do mesmo campus que ela, sempre trocavam olhares e se esbarravam pelos corredores, porém Caroline não tinha coragem de puxar assunto, apenas se deliciavam com a imagem que tinha do que o outro poderia ser.

Suas colegas de curso sabendo disso deram um jeito de aproximar os dois e não é que elas conseguiram? Numa festa que ocorreu no campus, elas conseguiram por os dois para conversar e eles tiveram certeza que estavam realmente gostando um do outro.

Mas essa conversa acabou se estendendo...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Impressões e Expressões.



De repente se sentir leve e voar ao além, fazer planos, viajar em ilusões boas antes de dormir. Arranjar desculpas amistosas e engraçadas, com o intuito apenas de ouvir sua voz. Desejar, sentir, pensar, querer, ansiar, preservar em mente, aquilo que na pele ficou marcado.

De uma forma prolixa quero te invadir, possuir, reter, engolir enquanto degusto cada pedaço teu. Modo estranho de apaixonar, jeito faminto de te ter, maneira louca de amar.

Não me dê formulas, nem meios, eu saberei se onde acertarei e errarei, por um simples detalhe de conexões casuais, momentâneas. Serei momento, eternidade, pretérito mais-que-perfeito. Grave nos discos e canções de sua vida salve no seu maior HD chamado de coração, apenas por, guardar.

Não quero apenas olhar o mundo e te enxergar, quero realmente olhar para você e enxergar o mundo, meu mundo, teu mundo, nosso. Que seja marcado, detalhado, vivido, até esgotarem-se todas as vontades e se o fim chegar, possamos dizer que nada será apagado definitivamente, porque as lembranças, essas sim, quero deixar em você, mais do que em mim.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Metades.


Quando você chega a um estado de magnitude plena por estar completa é como se nada mais fosse necessário e as forças se tornassem menores, cada parte do seu ser se mostra feliz, um jato de endorfina é solto a cada pensamento em que se ama.

Minuciosamente se mostra perfeitamente doce e alucinante, um jogo de palavras, olhares e formas. Cada parte se torna única, cada momento se torna inesquecível, as mãos já não tem mais a sua autonomia e o coração já está entregue a tempos.

Fomos feitos aos pedaços, talvez nem todos tenham a sorte de encontrar seu pedaço e só se há de acreditar nesses pedaços quando são postos, frente a frente, com cada minuto valendo por horas e o mundo deixando de existir.

Bom, não preciso mais procurar, já encontrei o meu, e você?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Presente.




Meu amor é como um presente. A maioria das pessoas ganham presentes, porém poucas têm o privilégio de poder comprar um presente para si. E essas tem a liberdade de escolher o presente que querem, do jeito que mais lhe agrada, e ainda sim ter o poder de se surpreender com o objeto. O partir disso foi uma escolha, e esse tipo de escolha chega a ser mais difícil de trocar ou deixar, pois nos afeiçoamos com mais força. E como não há ninguém que entenda isso ou provavelmente não saiba como escolher quem amar, por conseguinte sabe menos como é mais difícil deixar de amar. Não é prova de amor, é escolha de amar.

Obs: O Amor Pode Resurgir quando menos esperamos ♥

Noite e dia.


Como esconder que o sopro do vento ao tocar meu rosto lembra-me a ausência do toque nunca sentido? Que os inúmeros sorrisos deixaram de ser vistos por quem os provoca, seja física ou espiritualmente. Guardo-me do mundo em um local vazio, pleno de mim e de ti. Corro em busca da tua face em outros rostos. Sinto o que toque do tempo não é mais o mesmo.

Já não consigo me visualizar sem sentir tua sombra, que me persegue e me suga para teu lado. Perigosa e doentia essa loucura idealizada nas tuas palavras. Acabo tudo num copo de Uísque ou simplesmente imagino que estaria fazendo isso em outra época de minha vida, onde buscaria teu rosto no fundo de um copo vazio ao fim da noite.

Porque continuo a me envolver por palavras e sensações ainda não experimentadas? Não dê a angustia da incerteza diante de tanta fúria. Conquistaste sem querer e agora não consigo fugir dessa estrada que só tem uma saída: Você. Pedimos para que isso não aconteça, não podemos nos enganar, é impossível a continuação desse devaneio, porém quem disse que não vamos prosseguindo aos poucos?

Cada passo, cada momento torna-se único, uma conversa, algumas palavras e isso leva há um sentimento destruindo tudo que enxerga, como um tufão arrastando o que vê pela frente. Se segure em mim, tenho força e coragem para enfrentar os medos e receios que possam vir, só, por favor, seja rápido antes que eu fuja.

Já não encontro outra forma de evidenciar o que vivo internamente, é possível que isso passe, corra, vá embora na mesma velocidade em que veio, entretanto, os únicos capazes de corrigir isso somos nós, passe logo e venha, pois sabia que sofrimento tem limite, por tanto mais cedo ou mais tarde, a fantasia acaba e sigo sem ti. Boa sorte para ambos e que vença o melhor, o meu amor ou teu medo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Caderno


Estou a cada dia mais cega, não sei se é o amor que me impede de enxergar as letras na lousa, com tudo ainda sim, quero olhar teu caderno e nele ver o que dizes. Não como assunto, matéria, porém analisando cada traço, preciso ou torto que saem de teus dedos. Viciante é sentar no mesmo lugar, todos os dias na espera aflitiva e um tanto quanto dolorosa por sua presença que aviva e reacende o meu sorriso mais puro e brilhante.

Deparo-me com teu semblante risonho, com tua face serena e isso me traz paz, aquela que tanto sonho e peço em orações infinitas antes de dormir. Enquanto me faço de desentendida, sento o mais longe possível do professor para que não possa entender letra alguma do que está no quadro e singelamente peço tua grafia emprestada.

Tento decorar cada detalhe da forma como escreves para entender grafologicamente como é tua personalidade. Tento por vezes escrever cartas, bilhetes, post-its que possam dizer um pedaço daquilo que guardo comigo. Não revelo por ações esquematizadas, simplesmente me imagino deitada delicadamente nos teus braços ao sentir o perfume que me invade na cadeira da frente.

Como isso me deixa segura em certos momentos para virar e te olhar nos olhos. Consegues notar como fico mexida com tua voz em minha direção? Com o cruzar de olhares que em frações de segundos aceleram meu coração? Sentes o pulsar do sangue em mim apenas por sentir tua presença ao meu redor. Invades-me e me roubas do mundo, seqüestro é um crime e fazes disso sem que ninguém note, somente eu.

Apostando tudo o que ainda me resta, jogo-me fundo nas tuas provocações sussurrando por trás de mim. Ouvindo cada detalhe e fazendo deles em minha mente únicos. Ao sair levo a sensação de que não foi mais um dia ao seu lado, foi o primeiro de muitos em sua vida. Um dia você irá descobrir que isso foi o necessário e espero que esse dia chegue logo, afinal todos os dias ao sentar, desejo ardentemente virar-me não apenas para apreciar o que escreves, todavia para desenhar, na ponta do papel em letras miúdas e quase ilegíveis, eu te amo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

27 Parte II

 


A nossa amizade era aquela de dar inveja em muita gente. Chegavamos do colégio e ficavamos no telefone, sem tomar banho, duas imundas conversando sobre garotos e matérias que amavamos e odiavamos. Eu tinha raiva de como os olhos dela brilharam por ele, tinha asco, porém ainda não sabia os motivos de tanta raiva dele.

Até que um dia na sala ele veio todo cheio de amores, todos já sabiam desse 'romance' e eu me via em fúria de tanto que o ódio me consumia, era triste saber que ele era dela e vice-versa. Eu amava como amiga, mas tinha posse de namorada, até mais, de esposa, eu me considerava dona dela e aquilo me afetava profundamente.

Não me segurei, fiz um escândalo imenso e ela entendeu o que acontecia, era ciúmes sim e eles haviam me levado ao último estágio de dor, a de quando não aguentamos e a revolta é maior, eu vomitei toda aquela mágoa que existia e ele sabia que isso ia acontecer, fez por vingança, ele me odiava tanto quanto eu a ele. Era uma reciprocidade infinita.

Mas ela entendeu e me perdou, continuamos amigas, sempre voltavamos a esse assunto. Ele tinha roubado seu coração de uma maneira doentia, eu tinha que tirá-la desse mar de dor que ela me causava com esse amor, mas antes que eu pudesse agir, ele agiu e a teve. Não havia mais o que fazer, dela tinha sido tirado o seu bem mais precioso, uns chamam de honra, eu preferia chamar de virgindade. E apenas para o prazer de dizer que havia sido mais uma em sua lista.

Ela ficou com medo, frustada, assustada, não queria contato além do que com suas amigas e eu não sabia o que fazer para ajudá-la, eu tinha tomar alguma atitude, mas ela fora mais rápida e tiveram sua última conversa que lhes irei contar.

quarta-feira, 9 de março de 2011

27 - Parte I


Sabe aquela tua melhor amiga que te conta tudo e você pensa que vai morrer ao lado dela? Pois é, eu tive uma assim, a história que vou contar está guardada por anos em nossas vidas, hoje nem nos olhamos, entretanto aquela história provavelmente foi a mais marcante tanto da minha, quanto da dela.

Ela era uma menina muito sentimental, afinal as nativas de câncer são assim por natureza, tanto eu quanto ela, somos do mesmo signo e acreditamos piamente nele. Ou acreditavamos. Acontece que ela se apaixonou por um professor, sim minha gente, ela se apaixonou por professor nosso e o pior ele era o mais safado do colégio e ministrava Literatura, então mais encanto e perfeição nas palavras não pudera existir.

Sim amigos, ela o amava, seu primeiro amor, interessante como ele sabia disso e usava todo seu 'charme', coisa que eu nunca vi nele, mas usava com ela. Ele era aquele famoso cafajeste, estilo Dom Ruan e não tinha escrúpulos para com os sentimentos dela.

Como vocês se sentiriam vendo isso e não conseguissem salvar sua amiga deste safado? Era terrível ver e ouvir seus choros, cheguei até pedir ajuda para minha mãe, mesmo sabendo que era concordava com tudo que eu pensava desse imbecil. Ah como eu o odiava e fiz de tudo para que ele me odiasse também, nossa relação, professor - aluna já não existia, por sorte ele saiu do colégio, por sorte dele, não minha.

Eu fazia das aulas dele as piores de sua vida. Não, não era maldade, era vingança pela dor que ele causava na pessoa que eu mais amava, sim, eu a amava, como amiga, como irmã, me sentia completa com ela, tinha em quem confiar e contar, porém ele, pouco a pouco fora destruindo nossa relação, muito triste o fim dessa história, mas eu vou lhes contar.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Não Amigos.

Não-amigos.


Sentados após a prova Amanda e Pablo conversavam e se fitavam. Ela sabia que não podia, havia uma barreira do não entre eles, era uma amizade tão diferente, eles conversavam por horas, escutavam seus problemas, suas reclamações, riam, choravam, se amavam.

Ele a sentia, mas não queria senti-la. E novamente entravam na conversa de um casal que era o que todos o consideravam. Os céus escureciam, era a chuva de fim de tarde chegando. Enquanto ele tentava explicar mais uma vez, como ele era paciente e compreensivo. Amanda era sagaz, entendia tudo, apenas se fazia de desentendida para ter sua atenção.

Pablo testava e confiava que ele poderia aproximar seus lábios dos dela que ela não faria nada. Grande engano, não sabia se era falta de coragem, medo de perdê-lo. Ela apenas queria colo.

- Você se sente insegura ou segura em meus braços?

- Insegura.

O apertava enquanto despontava uma lágrima insistente a querer cair

- Então deixe que eu lhe dou segurança e lhe protejo ok?

- Tá bom!

Ela sentia seu coração a vir entre os lábios e descer.

Ele a olhava com o mais puro e singelo olhar, com o mais doce toque de mãos, ela só sabia beijar-lhe os dedos, ela sentia seu coração pulsar, os dois formando uma música, uma valsa, algo suave e lento, forte e preciso.

Algo mais estaria por vir, o que seria, um beijo talvez? Já haviam se beijado, não era apenas aquilo, ela precisava trocar sua alma com alguém que talvez fosse a única pessoa merecedora de tal feito.

Porém a vergonha lhe conteve, abaixou a cabeça, os olhos, como uma criança indefesa não queria olhar para aquele que a considerava sua melhor amiga, com tudo em sua mente era a mulher da sua vida.

- Não vais mais olhar para mim?

- Tenho medo, vergonha, não quero me sentir assim por você.

- Não precisa, será que não sou digno que ver estes olhos tão lindos, cheios de ternura e amor?

- ...

Ele segurou-lhe o rosto e a encarou como se pudesse ver sua alma. Ela não se conteve, deu-lhe um beijo, ele não teve reação e só pode beijá-la de volta. Fora o mais perfeito de todos, singelo, inesperado, ingênuo, puro, improvável, sincero e delicado. Completamente inexplicável
.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu poderia fazer dar certo.



Volte! Isso, é, volte logo. Não suporto mais a angustia nessa espera que mais parece uma forma de pagar por todos os pecados do passado em doenças no presente. Mais do que pensas e menos do que imagino. Preciso da tua presença constante em mim, não como telespectador de um noticiário cheio de tragédias, mas como o galã da novela mais assistida nos últimos tempos.

Por mais difícil que seja trilhar passos sem suas mãos firmes e seguras a me controlar vejo que por isso torno-me mais forte e mais calma em meio a tantas intempestividades de minha parte, o dramalhão mexicano ficou para trás, apenas a dor da cicatrização permanece. Constante, latejante, como um corte fino que não dá pra estancar e por mais doloroso e incomodo que seja prossegue vivo e intenso.

Dai-me firmeza e voracidade em lutar por tanto, que hoje virou tão pouco. E de todas as armaduras já me desfiz. Faça o mesmo, não se projeta do tiro certo que darei em remissão a tanta paixão. Não fuja e nem me escondas os segredos de como continuar nesse caminho, porque já sei que são poucos, porém os mais certos e permanentes.

Não faça isso por um pedido apenas, lembre-se das noites em que dormimos juntos, em pensamento, que por vezes foram alento as nossas dúvidas e que serviram de vontade e nos mantiveram na mesma direção, por ti e por mim, pelo que era o nós.

Que as faces de amar sejam infinitas, pois as cartas do meu baralho estão acabando e sou honesta não escondendo um ás de espadas nas mangas. Vamos, venha, haja, faça por mim o que não fizeste por ti. Não como prova de amor, mas como resposta aquilo tudo que fiz, que por momentos infinitos lutei, a minha submissão a tuas mãos, a teu belo e mais puro, controle emocional e que reflete em minhas ações, que eu permaneça em ti, pois jamais, repito mil vezes ou mais, jamais sairás de mim.

terça-feira, 1 de março de 2011

Estou aqui.

 

De tanto fugir acabei parando em seus braços. Engraçado como nossa história se parecia tanto uma derrota ao invés da vitória que tive ao te encontrar. Não via sentido e motivos para confiar e te dar esse papel tão importante minha vida, mas algo sussurrou que era você, meu coração.

A princípio fiz-me de surda, não era necessário entregar meus segredos, contar minha história a um desconhecido que se esbarrou as pressas e derrubou meus muros de proteção. É, você me invadiu e pulou as cercas que levei tempo para construir. Tão simples vermos hoje como nos transformamos em um com pouco tempo.

Recuperaste meus anseios, se tornaste um deles, desejo a tua felicidade tanto quanto a minha. Fizeste-me provar ao mundo o quanto sou mais, trouxeste minha vida aos eixos. Retomaste comigo meus objetivos, só então percebi que valeu ter corrido por tanto tempo do mundo, pois fora dele que te encontrei.

Protegeste, cuidaste, saraste meu peito, curaste meus erros e refez aquilo que havia perdido. Amaste e confiaste em mim antes que eu mesma pudesse ser capaz de merecer tais sentimentos. Como não amar diante de tanto encanto? Recuso-me a discutir isso.

De modo sucinto, digo, afirmo e ponho em xeque o que sinto para apenas no fim do dia aos berros internamente, com tudo, externo um cochicho ao pé do ouvido dizendo que te amo tanto. Não como uma frase breve, porém lembrando lentamente que o que sentimos não é apenas amor, é a razão do esbarro que na época fora um tropeço e hoje é a grande razão da minha, da tua, nossa vida.

Se concordares partir nessa jornada em que o trem já avisa que irá partir, segure-se firme, pois as novas emoções que iremos sentir serão tão intensas que não poderemos nos equilibrar, porém se cairmos, cairemos de amor, nos braços um do outro, rindo, na espera de ouvir os aplausos antes que nosso grande espetáculo chamado vida, acabe.

Então, não seja tolo, estou aqui, não embarcarei nessa sem tuas mãos enlaçadas nas minhas, pois para mim, nenhuma viagem tem mais sentido, nenhum sentimento será mais vivido, sem que haja entrega, minha e tua, porque não amo a esperança do que possa me esperar, entretanto a incerteza do que nos aguarda.